quarta-feira, 8 de março de 2017

O primeiro toque


Estava eu lá observando o rio, olhando fixamente para o movimento das águas. A correnteza era forte e o som da água batendo nas rochas penetrava nos meus ouvidos me conduzindo a uma sensação incrível. Era prazeroso sentir aquela água gelada sobre minha pele, me causava arrepios quando o vento soprava. Havia tempo que eu não sabia o que era estar em contato direto com a natureza e aquele dia foi especial. pela primeira vez eu tive contato físico com um ser que sempre admirei, muitos chamam de inseto, mas pra mim significa muito mais que isso. Eu estava sentada sobre uma pedra, próxima a uma bela árvore que encostava alguns de seus galhos na água. Eu estava imaginando como Deus era perfeito por criar coisas tão atraentes, tão especiais, como as montanhas e o gado que de longe eu observava. De repente uma coisinha encantadora pousou no meu nariz, me assustei por segundos, mas fiquei parada para não assustar o pequeno ser. No início pensei que era uma borboleta, mas em segundos pude identificar que não era. Se tratava de uma libélula, era encantadora, de beleza inexplicável. Eu sabia que seria poucos segundos, então eu a observei intensamente. Pude olhar nos seus olhos, refletiam o verde das águas. Pude notar suas asas finas e desenhada como se estivesse um bordado de teia de aranha sobre elas, sua cor era de um azul um pouco mais escuro que o celeste. Era incrivelmente linda. E esses se tornaram os segundos mais incríveis da minha vida, pois quando ela voou, eu comecei a entender o significado da vida. Aquela libélula me fez ver o quanto eu era importante e que poderia ter alguém que se importaria em me observar e me admirar, talvez me achar bonita ou encontrar algo bom em mim. Também pensei em começar a observar as pessoas em minha volta e tentar ver algo bom nelas, minha maneira de pensar mudou em questão de segundos. Eu queria ser como aquela libélula, linda, silenciosa e agradável para as pessoas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário